Ex - Adufe 3.0

24 October, 2006

O preço dos bilhetes no Arena de Munique

Filed under: Economia, Desporto

Uberbucht! Esta parece ser a palavra de ordem no Arena de Munique. 

Algum leitor mais versado em Alemão do que eu poderá porventura confirmar aquilo que me parece (aqui e aqui, por exemplo). E o que me parece? Parece-me que em termos nominais é mais barato um bilhete para ir ver o Sporting jogar no Arena contra o Bayern de Munique do que em Alvalade.

Parece-me também que o Bayern tem o estádio sistematicamente esgotado.

Parece-me ainda que os preços para a Bandesliga não diferem significativamente dos praticados pelo Sporting para a 1ª divisão do nosso campeonato e finalmente parece que se estes valores fossem corrigidos em paridades de poder de compra (corrigidos da diferença do custo de vida entre os dois países) perceberiamos quão gritante é a diferença de preços: muito mais caros em Portugal.

Voltando ao exemplo do Sporting, sabemos que tem médias de assistência a rondar os 25/30 mil por época. Sabemos também que o estádio tem capacidade para 50 mil pessoas. Será que não dá para fazer melhor do que isto? Ou será que quase a mesma receita mas com o estádio sempre cheio não faria diferença? Diferença desportiva e mesmo comercial - pensando no universo de acessórios e de promoção obtida e no investimento em paixões futuras.

O futebol é um negócio, que seja bem feito, aprendamos com os melhores!

9 Comments »

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  1. Temos assistências na ordem dos 25/30 mil porque há expectativas elevadas.
    O Benfica tem tido menos que isso, e a maioria do pessoal que lá vai é só para dizer mal do treinador e dos jogadores

    Comment by Marco Oliveira — 24 October, 2006 @ 11:02 pm

  2. E a elasticidade, caro economista?

    Comment by antonio — 26 October, 2006 @ 8:08 pm

  3. Então desenvolve lá António. Em que é que estás a pensar?

    Comment by Rui MCB — 26 October, 2006 @ 11:39 pm

  4. Estou a pensar que baixar os bilhetes nao correspondera necessariamente a um aumento da assistencia - ou em numero suficiente para manter a receita actual. Mesmo que se incluam as receitas indirectas (merchandising, consumo no estadio, longo prazo, etc..)

    Comment by antonio — 28 October, 2006 @ 1:45 pm

  5. O que nao exclui que se deva trabalhar para aumentar a assistencia e que os preços sejam um roubo de igreja - tb é verdade que sao preços para quem vai à bola 1, 2, 3 vezes ano. Quem vai regularmente terá descontos. E provavelmente tb eles serao mais acessiveis na alemanha.

    Outra coisa que eu nota é que há bens que em Pt sao mais caros que aqui. E muitas das vezes tal acontece por opção de quem determina o marketing - produtos que aqui sao de consumo geral e tabelados para a populaça em pt sao-no para a classe media educada. Lembro-me de muitos dos brinquedos educativos, aulas e sessoes para os pimpolhos (natacao para os bebes, musica, dança para os mais pequenos, etc), dvd~s livros, etc). Os preços desses produtos sao especulativos em parte porque quem os aprecia acaba por os comprar e quem nao lhes reconhece valor dificilmente seria incentivado pelos descontos.
    Se calhar o mercado está partido :)

    Comment by antonio — 28 October, 2006 @ 1:52 pm

  6. Comprendite. As elasticidades… A relação não tem de ser directa e, no limite, o “perfil” de apoiante clubistico pode ser tão diferente que até induza o efeito contrário ao desejado but… Gostava de ver alguém por cá a testar a teoria reinante que é a de não brincar com o preço. Não me recordo de algum dos três grandes ter testado de forma consciente e profissional desde o dealbar da “gestão profissional” no futebol (com continhas actualizadas e objectivos definidos) um modelo semelhante ao que deduzo existir na Alemanha e noutros países. Por cá imita-se o frenesim, o merchandising mas esquece-se o lucro quantidade, prefere-se mugir a “qualidade” dos 30 a 40 mil que pingam com mais ou menos regularidade. Parece-me falta de ambição e um contrasenso quando, para todos os efeitos, é suposto o futebol ser O desporto de massas por excelência cá do sítio (não desprezando os lugares corporate que o teu FCP muito bem soube vender, naturalmente). Aliás, duvido que na equação alguém inclua algum tão distante quanto o rendimento futuro provevinete de um adepto de 12 anos que se deixa ir apaixonando pelo clube com entradas de borla como se fazia há umas décadas, por exemplo… Mas focalizando e concluindo:

    Sim (2º parágrafo do 2º comentário), acabas com um smiley e com um se calhar mas acho que o mais oportuno e um sadley e uma certeza. Por cá não há mercado mas uma cambada de chupistas a mugir uma cabrada de parolos… Pardon my french. Pelo menos eu “quase todos” os mercados visíveis. Sempre que estive por dentro de algum mercado fiquei chocado com a especulação reinante.
    Desconfio que não é difícil ganhar fortunas em Portugal, de outra maneira. Contando que não se tenha de recorrer ao paradigma do mal (deste mal de que falo): a banca. Talvez um dia…

    Comment by Rui MCB — 8 November, 2006 @ 12:25 am

  7. Aonde ë que isto lä vai…Acho que a chave esta nos descontos para regulares e jovens, nos restantes casos é o preço para ver um joguito ou 2 por época .- nao é caro. Talvez pudessem fazer mais canpanhas de descriminação de preços para encher e cativar. Embora ache que pouco se cativa na plateia.

    Olha lá, eu sei que o ine é publico e tal mas nao achas q estas a expor o traseiro c aquele poste de hoje? - parece-me mais apropriado comentar aqui no resguardo. Teoricamente talvez seja um sinal positivo para a entidade que haja pessoas de dentro q se permitem discordar publicamente, mas podes estar a chamar a atenção para um problema “que nao existe” e b) a sensibilidade dos portugueses a reparos é…

    Cá para mim tens o B já rascunhado e alinhavado, para o que for preciso :)

    Comment by antonio — 8 November, 2006 @ 11:06 pm

  8. Sim é relevante para mim tratar-se de um instituto público mas mais do que isso é relevante o compromisso muito particular que tem o INE e quem lá trabalha.
    Muito antes de estar no INE seguia e usava informação de lá e confesso que isso me faz pensar de quando em vez até onde devo levar o instinto de auto-preservação quando brincam com o que justifica o meu trabalho e com o que sai a público. Felizmente são raríssimas situações tão cabeludas como a de hoje. Infelizmente em 8 anos a situação parece degradar-se sucessivamente com as novas a direcções a estarem cada vez mais distantes do que deve ser o seu papel à frente de um INE, muito graças à intervenção estranguladora de outros tantos Governo ciosos de controlarem toda a informação (e há como sabes muitas “não formas” ou “não problemas” que têm com oresultado controlar a informação).
    Se calhar devia colocar as coisas ao contrário, dava menos chatices… Até parece que ando aqui armado em herói.

    B? Não sei o que seja isso amigo. Obrigado pelo aviso, tens razão em tudo o que dizes. Foi um risco calculado mas só um bocadinho. Acrescento-te apenas que a conjuntura profissional é tal que até acho que estou a lutar pelo meu currículo. Além do emprego temos (tenho) muito pouco a perder atendendo às perspectiva de evolução de carreira para a generalidade dos trabalhadores do INE. Espantoso como pagar pouco e não dar perspectivas pode ter efeitos libertadores :-) )))

    De qualquer forma não regressarei a esta linha de posts nos tempos mais próximos. O meu amor-próprio já exigiu e já cobrou. Muito provavelmente nada disto terá qualquer consequência. O que se calhar até pode ser muito mal sinal. Se tiver serás um dos primeiros a saber.
    Um abraço.

    Comment by Rui MCB — 9 November, 2006 @ 12:31 am

  9. Plano B :)

    Comment by antonio — 9 November, 2006 @ 10:30 pm

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