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	<title>Comments on: Revisão de cerca de 40% na estimativa do crescimento alemão para 2006</title>
	<link>http://adufe.blogsome.com/2006/12/14/revisao-de-cerca-de-40-na-estimativa-do-crescimento-alemao-para-2006/</link>
	<description>Viagens, video-música em português e publicidade</description>
	<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 02:26:52 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>by: Rui MCB</title>
		<link>http://adufe.blogsome.com/2006/12/14/revisao-de-cerca-de-40-na-estimativa-do-crescimento-alemao-para-2006/#comment-838</link>
		<pubDate>Sun, 17 Dec 2006 00:33:31 +0000</pubDate>
		<guid>http://adufe.blogsome.com/2006/12/14/revisao-de-cerca-de-40-na-estimativa-do-crescimento-alemao-para-2006/#comment-838</guid>
					<description>Estou largamente de acordo com o que diz. Discordo apenas da &quot;análise aos analistas&quot;. Sem consumo interno de topo (a exigir análise integrada da informação que acaba por concorrer com os &quot;analistas&quot; ao ser publicada) o INE fica tolhido da própria capacidade de perceber instantaneamente o que está mal, onde estão as suas fraquezas. Ter alguma análise de topo funciona como uma forma implícita de auditoria interna. Se a análise não fosse publicada seguramente o poder de pressionar para que se melhore algo que é evidentemente insatisfatório seria muito menor. Fazer análise implica um maior grau de responsabilização, algo que o INE não pode dar-se ao luxo de desprezar. O que seriam umas CNT sem análise que é aliás bem sucinta? O INE deve lutar por crescer, por atingir a maioridade e não auto-assumir uma menoridade implícita num recato defensivo de números-só-números. É possível desenhar uma grelha de análise e garantir o seu seguimento histórico como defesa para eventuais acusações de foro político. 
No final a única grande defesa do INE - como de qualquer entidade de investigação, produção e/ou análise é a sua competência e credibilidade. Sobra ainda muita análise para muitos outros analistas terem o seu ganha pão...

A única área onde acho que o INE deve ter muitas cautelas  em publicar análise(particularmente nesta conjuntura onde há ainda muito para fazer em termos de melhorar a qualidade percebida da informação produzida e a própria qualidade da dita) é ao nível da previsão - algo que o INE em Portugal apenas produz, e parece-me que bem e parece-me ainda com margem para crescimento, a nível demográfico. 

Na área finaceira/económica é prudente deixar essas tarefas... a outros analistas. Para já.</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Estou largamente de acordo com o que diz. Discordo apenas da &#8220;análise aos analistas&#8221;. Sem consumo interno de topo (a exigir análise integrada da informação que acaba por concorrer com os &#8220;analistas&#8221; ao ser publicada) o INE fica tolhido da própria capacidade de perceber instantaneamente o que está mal, onde estão as suas fraquezas. Ter alguma análise de topo funciona como uma forma implícita de auditoria interna. Se a análise não fosse publicada seguramente o poder de pressionar para que se melhore algo que é evidentemente insatisfatório seria muito menor. Fazer análise implica um maior grau de responsabilização, algo que o INE não pode dar-se ao luxo de desprezar. O que seriam umas CNT sem análise que é aliás bem sucinta? O INE deve lutar por crescer, por atingir a maioridade e não auto-assumir uma menoridade implícita num recato defensivo de números-só-números. É possível desenhar uma grelha de análise e garantir o seu seguimento histórico como defesa para eventuais acusações de foro político.<br />
No final a única grande defesa do INE - como de qualquer entidade de investigação, produção e/ou análise é a sua competência e credibilidade. Sobra ainda muita análise para muitos outros analistas terem o seu ganha pão&#8230;</p>
	<p>A única área onde acho que o INE deve ter muitas cautelas  em publicar análise(particularmente nesta conjuntura onde há ainda muito para fazer em termos de melhorar a qualidade percebida da informação produzida e a própria qualidade da dita) é ao nível da previsão - algo que o INE em Portugal apenas produz, e parece-me que bem e parece-me ainda com margem para crescimento, a nível demográfico. </p>
	<p>Na área finaceira/económica é prudente deixar essas tarefas&#8230; a outros analistas. Para já.
</p>
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				</item>
	<item>
		<title>by: JazP</title>
		<link>http://adufe.blogsome.com/2006/12/14/revisao-de-cerca-de-40-na-estimativa-do-crescimento-alemao-para-2006/#comment-835</link>
		<pubDate>Fri, 15 Dec 2006 13:08:19 +0000</pubDate>
		<guid>http://adufe.blogsome.com/2006/12/14/revisao-de-cerca-de-40-na-estimativa-do-crescimento-alemao-para-2006/#comment-835</guid>
					<description>Caro Rui 
a &quot;intervenção&quot; do BP refere-se às Contas Financeiras e aos outras dados que são da responsabilidade do BP, tal como no que se refere ao MF.
Concordo que só se fazem omeletes com ovos e assim o INE só pode produzir dados a partir dos que tem.
Eu sou um apologista do INE e das estatísticas que o INE produz, continuo a dizer é que o INE deveria ser mais &quot;informativo&quot; sobre essas estatísticas, e mesmo a inferência que se pode tirar delas (isto retiraria os ruídos de análises). Eu sempre tive boa opinião do INE, e sei por experiência que o BP não tem melhores técnicos mas vende melhor o &quot;seu peixe&quot;, e parece mais credível, mesmo que estejam sempre a alterar as suas estatísticas.
Os analistas irão sempre ter as suas opiniões, e acho que o vosso trabalho deve ser mostrar eles estão errados. O que sabemos é que neste tempo em que a informação é ao segundo, o que fica para o público em geral são as más estatísticas que o INE produz, não há o princípio do contraditório, nisso a blogosfera é má e é boa, temos que saber distinguir o trigo do joio. Uma opinião pessoal, é melhor deixarmos a produção das estatísticas para o INE e a análise para os analistas, volto a dizer é o INE deve é precaver-se e referir exaustivamente as inferências que se podem tomar com as estatísticas produzidas.
Em relação à inflação, não precisamos de voltar a falar.
um abraço

</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro Rui<br />
a &#8220;intervenção&#8221; do BP refere-se às Contas Financeiras e aos outras dados que são da responsabilidade do BP, tal como no que se refere ao MF.<br />
Concordo que só se fazem omeletes com ovos e assim o INE só pode produzir dados a partir dos que tem.<br />
Eu sou um apologista do INE e das estatísticas que o INE produz, continuo a dizer é que o INE deveria ser mais &#8220;informativo&#8221; sobre essas estatísticas, e mesmo a inferência que se pode tirar delas (isto retiraria os ruídos de análises). Eu sempre tive boa opinião do INE, e sei por experiência que o BP não tem melhores técnicos mas vende melhor o &#8220;seu peixe&#8221;, e parece mais credível, mesmo que estejam sempre a alterar as suas estatísticas.<br />
Os analistas irão sempre ter as suas opiniões, e acho que o vosso trabalho deve ser mostrar eles estão errados. O que sabemos é que neste tempo em que a informação é ao segundo, o que fica para o público em geral são as más estatísticas que o INE produz, não há o princípio do contraditório, nisso a blogosfera é má e é boa, temos que saber distinguir o trigo do joio. Uma opinião pessoal, é melhor deixarmos a produção das estatísticas para o INE e a análise para os analistas, volto a dizer é o INE deve é precaver-se e referir exaustivamente as inferências que se podem tomar com as estatísticas produzidas.<br />
Em relação à inflação, não precisamos de voltar a falar.<br />
um abraço
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>by: Rui MCB</title>
		<link>http://adufe.blogsome.com/2006/12/14/revisao-de-cerca-de-40-na-estimativa-do-crescimento-alemao-para-2006/#comment-833</link>
		<pubDate>Thu, 14 Dec 2006 19:29:47 +0000</pubDate>
		<guid>http://adufe.blogsome.com/2006/12/14/revisao-de-cerca-de-40-na-estimativa-do-crescimento-alemao-para-2006/#comment-833</guid>
					<description>Essa da &quot;intervenção&quot; do Banco de Portugal não percebi.

Quanto às revisões parece-me que, no que se refere às CNT (sobre o resto, por exemplo inflação, já deixei bem clara a minha opinião e parece-me evidente que se trata de matéria que fragiliza a defesa do INE em discussões como esta), no que se refere às CNT (onde trabalho) o INE informa em que é que as revisões se baseiam - qual foi a informação de base que foi revista. Infelizmente, caro JazP, nem sempre é possível detalhar mais (do que apontar o agregado revisto ou algum indicador) até por razões de segredo estatístico. 
Diga-me lá, o que é o que o INE deve fazer se - hipoteticamente - algumas grandes empresas de determinados sectores só a meio do ano ou mesmo no ano seguinte é que se apercebem (ou por outras vias fazemos com que se apercebam) que se enganaram na inforamção que fizeram chegar ao INE, por exemplo relativa a investimento, exportações e importações?
Não estou a dizer que todas as revisões sejam alheias a falhas internas ao INE (ou a metodologias e amostras a pedir actualização urgente) mas o que é certo é que há muitas revisões, algumas delas de monta que são absolutamente incontroláveis pelo INE ou por qualquer outro INE do mundo. Eu diria mesmo que a frequência com que algumas delas estão a ser detectadas nos tempos mais recentes resultam de um melhor trabalho do INE. Passo a explicar: nos últimos anos tem-se feito o esforço de integração de informação administrativa (IVA, IRC, IRS, registos de empresas, etc) à qual estava vedado o acesso por parte do INE e que hoje permitem pôr em causa com maior celeridade alguma informação recolhida em inquéritos fornecida directamente pelas empresas. Muitos dos erros no passado pura e simpesmente não eram identificados, outros surgiam muitos anos depois com o encerramento das contas anuais e eram então incorporadas as revisões. Hoje, em algumas situações, as revisões precipitam-se com a exploração cruzada de mais informação disponível. 

O que choca não é o tom crítico dos artigos, o que choca é a ligeireza e a injustiça criada por silogismos baseados na ignorância. O INE precisa de ter um estatuto claro, precisa de ter maior responsabilização, precisa de atingir a maturidade suficiente para enfrentar por si a sociedade gozando de inquestionável independência e de um competência ao nível dos melhores. Não me parece que seja com estes tirinhos de metralha que se contribua de forma significativa para identificar sequer um problema sobre o qual agir.

Por exemplo, caro JazP viu em algum jornal um escrutínio técnico do que se passa com a inflação? Alguém pediu, da área dos media, uma explicação ao INE? Até hoje não percebo como é possível deixar passar isso e depois vir com disparates generalistas como este. É preciso ter credibilidade para criticar...

</description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Essa da &#8220;intervenção&#8221; do Banco de Portugal não percebi.</p>
	<p>Quanto às revisões parece-me que, no que se refere às CNT (sobre o resto, por exemplo inflação, já deixei bem clara a minha opinião e parece-me evidente que se trata de matéria que fragiliza a defesa do INE em discussões como esta), no que se refere às CNT (onde trabalho) o INE informa em que é que as revisões se baseiam - qual foi a informação de base que foi revista. Infelizmente, caro JazP, nem sempre é possível detalhar mais (do que apontar o agregado revisto ou algum indicador) até por razões de segredo estatístico.<br />
Diga-me lá, o que é o que o INE deve fazer se - hipoteticamente - algumas grandes empresas de determinados sectores só a meio do ano ou mesmo no ano seguinte é que se apercebem (ou por outras vias fazemos com que se apercebam) que se enganaram na inforamção que fizeram chegar ao INE, por exemplo relativa a investimento, exportações e importações?<br />
Não estou a dizer que todas as revisões sejam alheias a falhas internas ao INE (ou a metodologias e amostras a pedir actualização urgente) mas o que é certo é que há muitas revisões, algumas delas de monta que são absolutamente incontroláveis pelo INE ou por qualquer outro INE do mundo. Eu diria mesmo que a frequência com que algumas delas estão a ser detectadas nos tempos mais recentes resultam de um melhor trabalho do INE. Passo a explicar: nos últimos anos tem-se feito o esforço de integração de informação administrativa (IVA, IRC, IRS, registos de empresas, etc) à qual estava vedado o acesso por parte do INE e que hoje permitem pôr em causa com maior celeridade alguma informação recolhida em inquéritos fornecida directamente pelas empresas. Muitos dos erros no passado pura e simpesmente não eram identificados, outros surgiam muitos anos depois com o encerramento das contas anuais e eram então incorporadas as revisões. Hoje, em algumas situações, as revisões precipitam-se com a exploração cruzada de mais informação disponível. </p>
	<p>O que choca não é o tom crítico dos artigos, o que choca é a ligeireza e a injustiça criada por silogismos baseados na ignorância. O INE precisa de ter um estatuto claro, precisa de ter maior responsabilização, precisa de atingir a maturidade suficiente para enfrentar por si a sociedade gozando de inquestionável independência e de um competência ao nível dos melhores. Não me parece que seja com estes tirinhos de metralha que se contribua de forma significativa para identificar sequer um problema sobre o qual agir.</p>
	<p>Por exemplo, caro JazP viu em algum jornal um escrutínio técnico do que se passa com a inflação? Alguém pediu, da área dos media, uma explicação ao INE? Até hoje não percebo como é possível deixar passar isso e depois vir com disparates generalistas como este. É preciso ter credibilidade para criticar&#8230;
</p>
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		<title>by: JazP</title>
		<link>http://adufe.blogsome.com/2006/12/14/revisao-de-cerca-de-40-na-estimativa-do-crescimento-alemao-para-2006/#comment-832</link>
		<pubDate>Thu, 14 Dec 2006 18:34:08 +0000</pubDate>
		<guid>http://adufe.blogsome.com/2006/12/14/revisao-de-cerca-de-40-na-estimativa-do-crescimento-alemao-para-2006/#comment-832</guid>
					<description>Caro Rui, 
bem sei que o Pedro Oliveira deve ter-se sentido mais indignado com o comentarário do DE, contudo, a verdade é que mesmo sabendo que as próprias CNT têm que recorrer a outras fontes estatísticas (sejam do BP, ou mesmo de outros organismos dos INE) a verdade é que houve uma forte revisão, nomeadamente devido aos dados do Comércio Internacional, e que alteram a análise dos dados. O INE deveria, em beneficio dos seus utilizadores ser mais claro na divulgação dos dados. Por exemplo, o investimento que registou uma quebra de 3,1% no 3º trimestre, daria que aparentemente estaria melhor (comparando com os dados anteriores) mas com os novos dados significa uma quebra mais acentuada. A &quot;culpa&quot; não é tanto do INE que deve dar os dados mais actualizados, mas sim referir ao utilizador a actualização dos dados e quais as repercussões do mesmo.
Outro exemplo tem a ver com o IPC, e como o próprio Rui refere, não faz sentido o INE continuar a divulgar dois IPC's, sabendo que um deles não está bem. É esta coerência que é muito estranha. Todos nós sabemos que o INE da forma como as estatísticas são produzidas, elas já têm uma componente de &quot;intervenção&quot; do Banco de Portugal e mesmo do MF (via Consumo Público). 
Mas não vale a pena estarmos com rodeios, os analistas só olham o que lhes convém. Tal como o próprio Rui que tenta &quot;puxar&quot; as brasas às suas sardinhas :) </description>
		<content:encoded><![CDATA[	<p>Caro Rui,<br />
bem sei que o Pedro Oliveira deve ter-se sentido mais indignado com o comentarário do DE, contudo, a verdade é que mesmo sabendo que as próprias CNT têm que recorrer a outras fontes estatísticas (sejam do BP, ou mesmo de outros organismos dos INE) a verdade é que houve uma forte revisão, nomeadamente devido aos dados do Comércio Internacional, e que alteram a análise dos dados. O INE deveria, em beneficio dos seus utilizadores ser mais claro na divulgação dos dados. Por exemplo, o investimento que registou uma quebra de 3,1% no 3º trimestre, daria que aparentemente estaria melhor (comparando com os dados anteriores) mas com os novos dados significa uma quebra mais acentuada. A &#8220;culpa&#8221; não é tanto do INE que deve dar os dados mais actualizados, mas sim referir ao utilizador a actualização dos dados e quais as repercussões do mesmo.<br />
Outro exemplo tem a ver com o IPC, e como o próprio Rui refere, não faz sentido o INE continuar a divulgar dois IPC&#8217;s, sabendo que um deles não está bem. É esta coerência que é muito estranha. Todos nós sabemos que o INE da forma como as estatísticas são produzidas, elas já têm uma componente de &#8220;intervenção&#8221; do Banco de Portugal e mesmo do MF (via Consumo Público).<br />
Mas não vale a pena estarmos com rodeios, os analistas só olham o que lhes convém. Tal como o próprio Rui que tenta &#8220;puxar&#8221; as brasas às suas sardinhas <img src='http://adufe.blogsome.com/wp-images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />
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