Ex - Adufe 3.0

19 December, 2006

Canal TLEBS para os amigos

O novo vizinho 31 da Armada (a prova viva de que a reencarnação existe) anda a brincar às TV. Quis o destino que por lá passasse logo depois de ter visitado o vizinho FrenchKissin’ que anda muito pouco tolerante com a jocosidade. Não posso deixar de lhe dedicar o boneco animado que aqui reproduzo.


P.S.: Há uma petição a decorrer

17 December, 2006

Carl Sagan

Filed under: Letras e livros

O blog Rastos de Luz recorda-nos um número redondo. No próximo dia 20 o calendário somará 10 anos à data do desaparecimento de Carl Sagan. Provavelmente foi o meu primeiro autor multimédia. Se nunca deixei de ser um papa-documentários-científicos muito a ele se deve.

Fica o elo para a mini-homenagem em português:  Carl Sagan (1934 - 1996)

15 December, 2006

Petição anti-tlebs

Filed under: Letras e livros

Se for o substantivo que falta, eu já juntei o meu. Está on-line uma petição a requerer a suspensão imediata do experimentalismo tlebesiano (irra que o estilo pega-se!). A bem dos pobres alunos de português do básico e secundário, entre milhões de outros portugueses, salvemos o Simplex! Rifemos a TLEBS! Ponha o seu substantivo completo na petição.

(via A Origem das Espécies)

13 December, 2006

Oh Caroline no!

Filed under: Letras e livros, Música

Há 40 anos outra Carolina

"Where did your long hair go
Where is the girl I used to know
How could you lose that happy glow
Oh, Caroline no

Who took that look away
I remember how you used to say
You’d never change, but that’s not true
Oh, Caroline you

Break my heart
I want to go and cry
It’s so sad to watch a sweet thing die
Oh, Caroline why

Could I ever find in you again
Things that made me love you so much then
Could we ever bring ‘em back once they have gone
Oh, Caroline no!"

 Beach Boys - Caroline, No Lyrics

(Brian Wilson/Tony Asher)

MPB.pt

É uma sugestão para as prendas de natal, pois então! Entrevista Carlos Vaz Marques respondem músicos populares brasileiros que passaram por cá. Tudo junto num livro e num CD. Edição da Tinta da China.

 

 

6 December, 2006

O que será a TLEBS ao pé dos marketados?

Filed under: Letras e livros

Eu marketarei, tu marketarás, ele marketará… Quem o diz é o jornalista Camilo Lourenço.

1 December, 2006

A poesia e as dores de cabeça

Filed under: Letras e livros, Diário

Não será sempre assim mas ontem alguns pedaços de poesia e dois contos ajudaram a aliviar o peso de um dos dias de trabalho mais cansativos do mês (não é tarefa desprezível ainda que prosaica garanto-vos); isso e uma robusta dor de cabeça.

Talvez as lanternas vermelhas que iluminavam a casa recordando ambiências orientais caras ao poeta que dá nome à casa tenham ajudado também. A Casa Fernando Pessoa estava apinhada e depois da sessão de leitura a noite terá continuado patrocinando amenas cavaqueiras que ainda vislumbrei mas sem energia para tais saborosas aventurass; a dor de cabeça regressou ciumenta de outras luzes e o abraço final é dado aqui. Parabéns aos escritores, anfitriões e ao seu público e obrigado.

29 November, 2006

A ler

Filed under: Letras e livros

Citação 54 por Eduardo Pitta no Da Literatura - ainda a TLEBS. Belas perguntinhas a que por lá se dá eco.

Leovigildo, Recaredo, Sisebuto e Recesvinto * (revisto!)

É a cultura (monetária), seu bárbaro!

E que tal visitar o dealbar da Idade Média na península Ibérica pela via monetária? É a proposta que nos faz desde ontem e até 26 de Janeiro o Banco de Portugal.

* Nomes de alguns dos reis visigodos com reinados mais duradouros. 

27 November, 2006

Quando o país cresceu

Quando ouvi falar pela primeria vez de Mário Cesariny (na TSF, recitando poesia sua, há não muitos anos) o país cresceu, literalmente fiquei com a sensação de que se tinha acrescentado uma província ao pequeno Portugal que conhecia. Afinal também habitavam esta terra seres assim, tão esquisitos e desconcertantes, embaixadores da loucura latente e amordaçada.

Procurando com atenção acredito que encontrarei ainda terras desconhecidas nesta pátria, mas até lá é este o mapa que tenho.

É coisa pequena, pouco erudita isto que escrevo, mas para mim conta e estas palavras já bastam.

25 November, 2006

A Cooperativa dos Bancários e os Livros

Pelas discussões em que ando envolvido aqui e aqui, já para não falar nas bem mais serenas e instrutivas que fui tendo no Economia e Finanças relativamente à banca em geral e à questão da intervenção governamental na história dos arredondamentos, venho aqui oferecer publicidade de borla à banca. Ou melhor, à Cooperativa dos Bancários. A Cooperativa dos Bancários gere há quase três décadas um pequeno centro comercial na Rua Filipa de Vilhena, com vista para o jardim do Arco Cego (antiga estação de autocarros).

Nesse centro comercial que ocupa um rés-do-chão e uma cave, encontram-se várias lojas, desde um Supermercado, a uma agência de viagens, passando pela tabacaria, perfumaria, pastelaria/snack-bar, loja de malas…uma livraria. Uma livraria. Eis o motivo de todo este pré-texto.

(more…)

23 November, 2006

Lente Invertida

Já agora, no final do debate da noite pode provar os excelentes vinhos da Herdade de S. Miguel.

Pode vir mais cedo e ver a excelente exposição «Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?», dos fotógrafos da Kameraphoto, espalhada por todo o edifício — bem como a mostra de bibliografia & objectos pessoais de Pedro Tamen (assinalando os seus 50 anos de vida literária), no rés-do-chão.

Hoje, na Casa Fernando Pessoa, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, para debater o papel do Estado na Cultura, com José Fonseca e Costa, Rui Horta, Zita Seabra e Urbano Tavares Rodrigues. Às 21h30, em Campo de Ourique. O moderador é Carlos Vaz Marques.

||| Estado.

Adaptado de A Origem das Espécies

14 November, 2006

Fazer livros sem escrever uma palavra

Filed under: Letras e livros

Ir lendo mais que um livro ao mesmo tempo não é tarefa que agrade a todos. No meu caso tem dias… Acontece-me frequentemente quando ando por essas aventuras ir digerindo tudo como se de um livro se tratasse o que conduz a resultados imprevisíveis, por vezes indigestos, mas nem sempre.

Por estes dias a experiência ameaça ser singular, de uma inesperada complementaridade. E muito mais não consigo (ainda?) dizer além disto. Na mesa de cabeceira "Breve História de Quase Tudo" de Bill Bryson (Quetzal Editores) e "Gramáticas da Criação" de George Steiner (Relógio d’Água). Na minha pobre cabeça, os dois entendem-se e desentendem-se às mil maravilhas. Alguém já terá lido este livro?

27 September, 2006

The L Word

Estreia hoje na 2: a segunda série de The L Word. Ainda estou para perceber exactamente o que me cativa nesta série que acompanhei em versão compacta nas últimas semanas da 2 - quando repetiu a primeira série.

Sim tem uma invejável concentração de mulheres bonitas - o sorriso de Jennifer Beals para mim é impossível de superar (todo o processo de formação, não apenas um still ); sim, por vezes tem carradas de same-sex-sex que costuma animar os rapazinhos (é de antologia o dialogo sobre esta matéria que foi atribuído a episódios tantos a um highway patrol officer que serviu de confessor a um heterossexual desesperado com a sua jovem esposa sexualmente baralhada); sim, por vezes podia passar por uma telenovela mexicana ou venezuelana; sim, a maturidade sentimental de algumas das personagens recorda-me os namoros que duravam um intervalo inteiro entre aulas na escola secundária; sim, por vezes dá para desconfiar que estamos a ver algumas das melhores actrizes do planeta; sim podia continuar a desbobinar mais uns parágrafos sobre The L Word mas resumo o meu mistério a um processo de identificação. Não por também ser lésbica (como é deliciosa essa anedota, apesar de ter por lá descoberto uma nova "estirpe" que dá pelo nome de "homem-lésbica"), mas porque por vezes dá para esquecer que se trata de uma série de e sobre lésbicas. Bem vistas as coisas há pouquíssima novidade naquela série - os sacanas dos clássicos da literatura já exploraram tudo - , o que não invalida que não consiga levar-nos a ver pedaços de excelente ficção melodramática. E pronto, é só uma perspectiva; estão por vossa conta e risco.

Salam Aleikum.

18 August, 2006

Um bebé é só uma pessoa que também vai morrer

Filed under: Letras e livros

Back inside
This chamber of so many doors;
I’ve nowhere to hide.
I’d give you all of my dreams, if you’d help me,
Find a door
That doesn’t lead me back again
-take me away.

"The Chamber of 32 doors", Genesis, The Lamb Lies Down on Broadway

A morte agonizante de um ex-combatente. A morte agonizante provocada por um cancro. A morte agonizante de um idoso entrevado. A morte induzida pela proximidade de todas estas mortes. A família como rede distribuidora de morte onde um bebé é só uma pessoa que também vai morrer.

Entre um povo dividido, dotado de várias formas de não encarar a morte e composto por poucos redutos onde a morte nunca deixou de fazer parte integrada (será esta uma palavra feliz?) da existência individual e colectiva, dizem-me que há toda uma onda de novos romancistas (não cor-de-rosa nem "históricos") que nos oferecem os nossos fantasmas numa bandeja.

Dos outros nada sei, mas se "A Casa Quieta" de Rodrigo Guedes de Carvalho (edição Círculo de Leitores/Dom Quixote) se puder encaixar nessa "nova categoria", então diria que é uma versão concentrada na qual não encontrei pinga de salvação por mais irónico que seja o nome da personagem que tragicamente sobrevive a todas as outras. A forma de escrita não é das mais ortodoxas e surpreendentemente para mim não me causou estranheza alguma, admito apenas que registei algum enfado perante as repetições, a dada altura pereceram-me excessivas, um efeito que poderia ir sendo reduzido ao longo do livro, admitindo que o leitor precisaria de menos sinais para obter o mesmo efeito à medida que "entrasse" na técnica do discurso.

Um dos motes do livro é a estrofe que aqui reproduzo. No meu caso a empatia foi imediata. Quem conhece a música fica a saber ao que vai logo nessa primeira página. Fica a saber ao que andamos todos.

P.S.: Nunca li um romance de António Lobo Antunes.








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