Ex - Adufe 3.0

15 July, 2006

O que é um clássico moderno?

Cada um tem os seus; o que me dizem os meus clássicos modernos sobre… a felicidade:

A felicidade é como a gota de orvalho

numa pétala de flor

Brilha tranquila

Depois de leve oscila

E cai como uma lágrima de amor

Excerto de "Felicidade" de Tom Jobim e Vinícius de Morais 

14 July, 2006

Loiras, ruivas e morenas

Filed under: Letras e livros

99+1

4 July, 2006

Na costa dos murmúrios

Filed under: Letras e livros, Diário

Há escritores que se inspiram em notícias para escrever os seus romances, não sei se foi assim com Lídia Jorge e A Costa dos Murmúrios, mas esta notícia, "Bebida misteriosa faz 10 mortos", parece ter-se inspirado no seu romance, tragicamente.

26 June, 2006

Sugestões do dia

Ler "Cabeza de Vaca" no Tempo dos Assassinos - Letras e Livros.

E ainda "Começar a preparar para os piores cenários" no Bloguitica - Política. 

22 June, 2006

À socapa

Eu nem digo em que contexto foi, mas arranjei 5 minutos, literalmente c-i-n-c-o, para ver onde era a Casa Fernando Pessoa, hoje, por volta das 19 horas. Ainda tive lata de passar pelo 2º andar, com pezinhos de lã… Uma plateia atenta, digo embevecida, ouvia um tipo (o tal) que afirmava poucos minutos depois de eu ter chegado que gostava de ler mas o que lia tinha que ter um pingo de humor, sem ele, podiam até ser muito boas mas … Não gostava de livros sérios de mais. Se não o conhecesse de lado nenhum, esta tirada no meio do pedaço de conversa séria que apanhei, teria ajudado imenso para ficar a simpatizar com a figura. Mas de facto não foi preciso, isto ajuda e o sotaque brasileiro também.

Se algum dia Portugal voltar a ter um ditador, ele terá muito mais sucesso se falar com sotaque do Brasil. Tenho a certeza. Mas não digam a ninguém.

Antes de sair ainda joguei uma partida de matrecos alinhando pela equipa do Pessoa (perdi a bola, mas não digam a ninguém, também). Afinal, bem vista as coisas, já outro havia perdido a baliza antes de mim. Suspeito do próprio, o poeta.

Pronto, agora já sei o caminho, vamos lá ver se passo a passar mais vezes e menos em passe-vite. Para meu bem.

Passar bem.

Adenda: Para mais detalhes é passar pel’A Praia.

17 June, 2006

Bloglines e o líder (rev.)

Lá tive de me converter definitivamente em leitor de feeds. Prefiro o blo.gs/Frescos a avisar-me das actualizações, mas já não é tão fiável por culpa do primeiro e, por outro lado, há vantagens em espreitar de imediato o que se está a escrever de novo.

Durante o processo (estou a usar o bloglines), fui hieraquizando mentalmente os blogues cujo feed subscrevia - grosso modo subscrevi os que enuncio na página de enlaces - de modo a identificar o que apresenta mais assinantes no referido agregador. O líder é, de longe, com mais de 120 assinaturas: Alexandre Soares Silva, um senhor que só conheço desta esfera e que vem no próximo dia 22 pelas 18h30 à Casa Fernando Pessoa. Vale a pena passar por lá (pelo blogue e pela dita casa) para tentar perceber este fenómeno luso-brasileiro (é mais ao contrário mas não soa bem no ouvido).

Para começo de conversa que tal um texto recente com um batuque muito familiar: Meu Brasil brasileirinho

16 June, 2006

Uma contracapa

Filed under: Letras e livros

O autor, em estátua de bronze, passeia por uma das pérolas do império austro-hungaro, enquanto em casa…

" (…) A certa altura, numa das pontes sobre o Grand Canal, em Dublin, há uma placa de bronze no chão: aqui passou o Sr. Leopold Bloom, personagem de Ulysses. É a única cidade onde as personagens dos livros têm direito a placas nas ruas. (…)"

in A Origem das Espécies

Não sei se a editora ainda existe (VEGA) mas o texto da contracapa de Dubliners que a seguir transcrevo está entre os meus favoritos - sublinho que ainda não li Ulysses. Uma contracapa difícil de encontrar nos dias de hoje onde o encómio não deixa margem para análises, ainda que estas pudessem funcionar por linhas tortas como verdadeiro espicaçador de outras curiosidades.

Reza assim a última meia folha do livrinho minúsculo comprado (400$) num tempo em que apontava a lápis coisas como esta: "Comprado na Feira do Livro da Amadora de 1995":

GENTE DE DUBLIN, (Dubliners), é decerto a obra mais acessível de James Joyce. É nela que este genial virtuoso da literatura do século XX parece ter atingido a maior força de comunicação humana. Tal como Portrait of the Artist as a Young Man, constitui, sem sombra de dúvida, um dos seus mais fortes documentos literários. Composto, na generalidade, por quadros da vida de Dublin, quadros frios, nítidos, objectivos, onde se espalhavam, em toda a sua veracidade, figuras, casos, famílias, ruas, dramas, atmosferas, ridículos, da sua cidade natal, GENTE DE DUBLIN é uma obra isenta dos excessos de intelectualismo com que Joyce, não raro, asfixiava os sentimentos e paixões das suas personagens levando-as a perderem-se sob a trama do seu engenho e artifício. Alusiva ao local que mais terá marcado a sua infância e juventude, GENTE DE DUBLIN, é, talvez por via disso, a sua obra mais profundamente vivida. 

in GENTE DE DUBLIN, Colecção Contemporâneos de Sempre, Editora Vega, Lisboa, 1985.

Tradutor: B. de Carvalho 








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