Respeitar o Mar
O Eduardo Nogueira Pinto, no 31 da Armada também alinha pela mesmo crítica que aqui expus. Vale a pena passar por lá e reforçar os argumtnos para que se discuta a responsabilização no mar.
(Via Frenchkissing).
O Eduardo Nogueira Pinto, no 31 da Armada também alinha pela mesmo crítica que aqui expus. Vale a pena passar por lá e reforçar os argumtnos para que se discuta a responsabilização no mar.
(Via Frenchkissing).
Para se trabalhar profissionalmente no mar, é obrigatório saber nadar?
Este post abre uma nova categoria: politicamente incorrecto.
Pescar com um colete vestido não é viável, não rende. Quem já andou na faina sabe e afrima isso.
Por outros lado, sobreviver dentro de água num temporal sem o colete salva-vidas posto (mesmo que o mar tenha águas cálidas) também não é possível durante mais que alguns instantes.
Mas será possível que perante a trancada crescente que se apanha no mar com um temporal de meter respeito, não haverá algures, entre a ameaça e o momento sem retorno, um momento claro e evidente para colocar o colete, não vá o diabo tecê-las ou não vá estarmos mesmo a pedi-las?
O João Morgado Fernandes também se coloca questões parecidas com estas e, tal como ele, sublinho que é muito raro em casos como este recente que se passou na Nazare que alguém averigue se "o condutor levava o sinto de segurança". É sempre mais fácil o discurso da falta de meios e da pouca prontidão, é sempre mais fácil reivindicar mais helicópteros e lanchas. Na minha opinião essas preocupações não são mutuamente exclusivas e ignorar sistematicamente a primeira "ajuda" a que tudo se repita. Ignorá-las é dar voz ao fado, àquele fado que é amigo íntimo da estupidez, aquele que sempre foi assim e contra o qual nada há a fazer.
Uma coisa é sempre certa, depois de "homem ao mar" é sempre um milagre assentar pé em terreno firme, mas na lista dos milagres passados não consta que algum prego tenha deixado de ir ao fundo.
Desculpem a crueza dos termos mas temos demasiados pregos por pescadores. Que ajudem menos à própria morte é algo que todos desejamos.
Leio com regularidade o Paulo Gorjão e recordo-me de ele ter pedido em várias ocasiões aos jornalistas para exporem as suas fontes… Em todas as situações em que a informação com origem nessas fontes se provava falsa, rotundamente falsa; situações que coincidiam muitas vezes com a ausência de comentário por parte dos órgãos de comunicação que (inadvertidamente?) enganavam os seus leitores e pareciam conviver bem com isso.
Parece que assumir a necessidade de expor as fontes é em si (sem excepção) suficiente para granjear o título de pidezinho na opinião de João Pedro Henriques. Quando Manuel Pinho desmentiu uma manchete do Jornal de Negócios há alguns meses e o dito Jornal, perante o desmentido, revelou que a fonte para a manchete desmentida tinha sido o próprio Manuel Pinho juntou-se ao rol dos pidezinhos da lista de João Pedro Henriques? Outro tipo jornalismo talvez…
Sinceramente não tem ponto por onde se lhe pegue a argumentação do vizinho JPH. O papel dos jornalistas não deveria ser este. O entrincheiramento perante questões razoáveis ao seu trabalho deveria ser visto como o pior dos caminhos… E eu a pensar que os leitores de jornais é que eram maniqueístas, fruto da sua natural maior ingenuidade face às coisas do mundo.
Em suma, não percebi. Overreacting em bola de neve ou… identificação perfeita com o epíteto atribuido pelo Paulo?
Melhores entradas para 2007!
Outra imagem que herdada também por 2006 e que promete predurar é a da forca ao serviço da justiça. Não acrescento nada ao que o Bruno já escreveu no Avatares. Está lá o essencial.
"(…) Numa tal lógica mortal de brincar aos deuses apenas proliferam carrascos, emulando-se num incessante jogo de cópia sem original."
Não sei se publicarei mais mas para já fiquem com esta recolhida em Castro Daire que me parece um retrato engraçado (ainda que não seja um cartoon).
"(…) É que, no meio de tanto ataque, Sócrates não resistiu a acusar Marques Mendes de querer interferir na nomeação dos presidentes das entidades reguladoras antes de ser Governo. Para Sócrates, assim, o cargo de regulador é um cargo de nomeação governamental como qualquer outro. Não faz questão de manter, sequer, as aparências de isenção e independência. É pena. Já sabíamos que o Governo não lida bem com entidades independentes (nenhum lida). Agora, ficamos a saber que, por vontade de Sócrates, nenhuma o será. Em circunstâncias normais, seria uma má notícia para a oposição. Em maioria absoluta, é uma péssima notícia para o país. "
In O Insubmisso, por David Dinis no artigo "Debate Mensal". Sublinhados meus.
A ler:
O novo vizinho 31 da Armada (a prova viva de que a reencarnação existe) anda a brincar às TV. Quis o destino que por lá passasse logo depois de ter visitado o vizinho FrenchKissin’ que anda muito pouco tolerante com a jocosidade. Não posso deixar de lhe dedicar o boneco animado que aqui reproduzo.
P.S.: Há uma petição a decorrer…
"Para que o gajo não pudesse ir ao parlamento eu demito-o antes que ele possa pedir a demissão e depois já não sendo presidente da ERSE já não é ninguém". Pinhices! E pior, com o aval mais que certo do PM!
Bem vistas as coisas o povo agradece pois seguramente teremos mais tempo de atenção sobre este assunto - por uma vez a oposição (nem que seja o Bloco de Esquerda) tem razões para protestar com sentido. E de caminho até "corremos" o risco de aparecer alguém que pergunte: se existe uma entidade reguladora para o sistema eléctrico que a qualquer momento o governo em "vigor" pode desautorizar fazendo tábua rasa das competências e missão dessa entidade, porque é que andamos a pagar uns quantos milhões aos frustrados trabalhadores que por lá dão o seu melhor ao serviço do interesse público? Quem é que procede mal, a entidade reguladora ou o Estado via governo? Eu respondo, o governo que ainda não tem maturidade para lidar com brinquedos de um país moderno. E em particular Manuel Pinho que merece menos ser ministro do que a grande maioria dos seus concidadãos.
Democracia também é isto caro José Sócrates. Se não gosta, tem deputados que cheguem para mudar a estrutura de regulação que está montada. Seria bem mais corajoso e democrático do que recorrer a estes pobres truques que desprestigiam a governação e acabam por desperdiçar precioso dinheiro dos contribuintes e "capital político" para governar o país. Junta-se a estes exemplos a proverbial dança das cadeiras que com tanta rapidez este governo tem patrocinado em tudo quanto é pelouro com um mínimo de poder (reguladores, institutos públicos, media) e ficamos com armas de arremesso incómodas nas mãos da oposição. Ah pois, mas ela não existe. Então pronto, esqueçam isto. E o frio que está hoje?
P.S.: Ai vida! Não consigo deixar de pensar que boa parte da culpa disto tudo é do Guterres… Uma musa inspiradora, ao contrário. Para o bem e para o mal da actual governação.
"A revista britânica Investments & Pensions Europe atribuiu o prémio de melhor fundo de pensões português em 2006 aos Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), que se destina a cobrir um eventual défice do sistema público. Esta distinção foi o pretexto para conversar com o presidente do instituto responsável pela gestão deste fundo, Manuel Baganha, para quem "não há complexos" quanto ao trabalho conjunto entre o público e privado na gestão das pensões dos portugueses. (…)"
Ora tomem nota, para mais tarde recordar.
"Assim se desinforma" (sobre os media e o ex-presidente da ERSE), por Vital Moreira no Causa Nossa e ainda "As cidades" sobre os políticos que governam a capital, por Rui Tavares no Pobre e Mal Agradecido.
" (…) No rescaldo da pressão da União Europeia, que tem ameaçado suspender as negociações de adesão, a Turquia terá decidido fazer um gesto simbólico de boa vontade e concordando abrir um porto e um aeroporto aos agentes económicos cipriotas-gregos. (…)"
Trágico é, senhores jornalistas - António José Teixeira e João Morgado Fernandes, para citar alguns dos que mais prezo e que abordaram recentemente a questão -, que seja necessário recorrer-se à indisciplina para que parágrafos como o que a seguir transcrevo cheguem aos editoriais dos jornais de referência e que haja debates interessantes na televisão. O resto do editorial é aliás… redondo sublinhando pouco mais do que o óbvio.
Sabendo que os jornais/jornalistas funcionam cada vez menos na base da investigação ou do escrutínio cuidado da acção política executiva e cada vez mais na base das agendas ditadas por outrem, e sabendo ainda das especificidades e limitações reivindicativas ou de simples intervenção pública próprias da condição militar, ao ler-se agora como novidade a crítica presente no parágrafo que cito, acabam por premiar precisamente a indisciplina. É caso para concluir que o crime compensa.
Via Bloguítica.
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